quinta-feira, 16 de abril de 2026

PROJETO 1E - VIDRO FUMÊ

 


Autocrítica:

Eu comecei esse desenho com mais confiança que os anteriores, pois tenho pra mim que desenhar um objeto é mais fácil que uma parte do meu corpo. Acabou que não foi tão diferente assim, porque a garrafa adiciona uma dificuldade a mais com sua transparência e os reflexos de luz. Fiz primeiro a forma da garrafa conforme instruído pelo enunciado da atividade, e usei do desenho às cegas para isso, então acho que foi a parte mais fácil. Já as formas secundárias, luz e sombra, foi bem difícil e achei que o desenho foi ficando "sujo" quanto mais eu adicionava detalhes. O tamanho na folha está apenas um pouco menor que a referência, mas como a garrafa estava posicionada bem perto de mim, não tinha como deixar na mesma proporção, diferente de quem estava mais longe.

Acho que se não fosse pela minha falta de técnica com luz e sombra, o desenho teria ficado mais simples porém melhor, mais limpo. Mas gostei da tentativa, me exigiu uma boa atenção ao objeto e à forma como ele interage com os arredores. Não só isso, acho que ainda tenho um problema com linhas, pois nunca consigo fazer linhas lisas e tendo a repetir muito o mesmo traço, o que deixa o desenho mais grosseiro. Fora isso, acho que o desenho ficou condizente com o objeto de referência e a busca por formas através dos reflexos, luzes e sombras foi bastante produtiva e trouxe um resultado legal,



quarta-feira, 15 de abril de 2026

FICHAMENTO "TEORIA DO NÃO-OBJETO"

"Teoria do Não-Objeto" - Ferreira Gullar


GLOSSÁRIO - NOVOS CONCEITOS

  • Objeto: objeto em si; coisa real.


  • Quase-objeto: representação de um objeto real; figurativo ou abstrato; ocupa um espaço determinado pela moldura/base; "de fora para dentro", buscando uma nova significação.


  • Não-objeto: não representa nada; aparecimento primeiro de uma forma; se apresenta ocupando o espaço; “irrompe de dentro para fora”.



MORTE DA PINTURA

Os objetos começam a se dissolver em manchas; a pintura figurativa e a fidelidade ao mundo natural perdem valor e as pinturas começam a anunciar a abstração.

Impression, soleil levant
(Impressão, Nascer do Sol)
Claude Monet. 1872




As obras de Monet se caracterizam por formas figurativas, mas não perfeitamente representadas através do realismo, mas sim com "manchas de cor". Essa pode ser considerada a primeira fase que anuncia a abstração, forma de arte que chegaria alguns anos depois.


Auto-retrato
Pablo Picasso. 1907












O cubismo revela o andamento da arte até alcançar a abstração, pois os artistas passaram a se desvincular da condição natural dos objetos, transformando-os em formas geométricas e atribuindo uma nova natureza ao objeto de referência.



Piet Mondrian.









As obras de Mondrian representam um grande passo para a desvinculação dos objetos reais, através de suas obras cubistas e neoplasticistas. Ele se livra da forma e da cor do objeto, sobrando-lhe uma tela em branco que ele preenche de linhas e cores primárias. Ainda assim, essa arte não se configura como não-objeto, pois segue confinada às bordas da moldura.


O NÃO-OBJETO

  • Não-objetos:


  • Broadway Boogie-Woogie (Mondrian)




  • Victory Boogie-Woogie (Mondrian)




  • Merzbau (Kurt Schwitters)




  • Blague (Marcel Duchamp)



A obra acima (Blague de Duchamp) é um exemplo de ready-made, técnica que consiste em deslocar um objeto de sua função ordinária, de modo a revelar este objeto e estabelecer novas relações.


  • Obras que apresentam afinidade:


  • Contra-relevo de Tatlin X Escultura de Pevsner





  • Quadro de Lygia Clark X Escultura de Amilcar de Castro 




A pintura e a escultura começam a convergir a um mesmo ponto, afastam-se de suas características originárias. Com isso, tornam não-objetos na medida em que deixam de se encaixar nas características de sua denominação inicial.


  • Características do não-objeto:


  • Ausência de moldura/base - "Quando o problema da representação é ultrapassado, a moldura e a base perdem a função" (pág.92)


  • Fora dos limites convencionais da arte - "Obras [...] que trazem essa necessidade de deslimite como a intenção fundamental de seu aparecimento" (pág.90)


  • Não representa nada, apenas se apresenta - "A obra aparece pela primeira vez livre de qualquer significação que não seja a de seu próprio aparecimento" (pág.90)


  • Convida à ação/interação - "O espectador é solicitado a usar o não-objeto. A mera contemplação não basta para revelar o sentido da obra – e o espectador passa da contemplação à ação" (pág.94)



  • O que NÃO É um não-objeto:


  • Obras de Mondrian, Malevitch e Kandinsky: embora sejam obras abstratas, as formas, linhas e cores substituem e fazem alusão a objetos reais. As representações podem ser metafóricas e não óbvias, mas a intenção de representação existiu pelo artista.


  • Qualquer obra sem moldura ou base: retirar esses elementos de uma obra figurativa/abstrata não a transforma em não-objeto, pois é necessário que a arte tenha sido criada sem o apoio desses elementos.



  • O que diferencia a arte abstrata do não-objeto: !!


  • A abstração é a representação de um objeto real; o não-objeto não representa nada.


  • A arte abstrata é confinada em uma moldura e, mesmo ao retirá-la, ainda não haveria comunicação da obra com o mundo exterior; o não-objeto não se confina e se comunica/integra ao espaço exterior.


  • O fundo da arte abstrata é metafórico; o do não-objeto é o espaço real, o mundo (o não-objeto transcende o espaço ao se inserir radicalmente nele).

ABSTRAÇÃO GEOMÉTRICA DE EDIFÍCIOS

 

  Niemeyer, 5 minutos


 Niemeyer, 1 minuto


Niemeyer, outro ângulo



 Rainha da Sucata, 3 min


 Antigo Xodó, 3 minutos


 Espaço do Conhecimento








ABSTRAÇÃO GEOMÉTRICA DE OBJETOS


Objetos abstraídos: óculos; corretivo de fita; garrafa de água; pote plástico


segunda-feira, 13 de abril de 2026

COMPOSIÇÃO COM OBJETOS (CASA)

 


FICHAMENTO "ANIMAÇÃO CULTURAL" + "A FICÇÃO COMO CESTA: UMA TEORIA'

 "Animação Cultural" - Flusser, 1998

  • Mesa redonda
- Objeto equilibrado
- Permite posições equivalentes e equidistantes
- Centralização de debates
- Auto-denominada presidente do grupo revolucionário de objetos

 

  •  Declaração dos Direitos Objetivos: protesto contra o domínio dos humanos sobre os objetos
  • Superioridade da objetividade em relação à animalidade


Fenômenos inanimados → física e ciências exatas (pedaço de madeira)

+

Fenômenos animados → biologia, antropologia e ciências inexatas (manifestação da vontade de sustentar livros)

=

Objetos → ciências da cultura (mesa)

  • Objetos como animação programadora do comportamento humano

  • A humanidade vive em função dos objetos

  • “A nossa função, os objetos, é animar a humanidade, programá-la.” → função filantrópica dos objetos para com os seres humanos



  • Interpretação:


Os objetos foram criados pelos seres humanos para facilitar a vida, o que naturalmente indica uma subordinação destes diante dos humanos. No entanto, olhando para o período atual, cada vez mais as pessoas estão dependentes de seus objetos, subvertendo a relação inicial. Como exemplo, atualmente é quase impossível viver sem aparelhos que necessitam de energia elétrica, aparelhos celulares, etc., pois estes foram criados com propósito de facilitar questões de alimentação, conforto, comunicação, entre outras funções. Assim, no mundo pós revolução industrial, a relação humano X objeto se tornou essencial e indispensável para nossa sobrevivência.

Ao ler esse texto, fiz uma associação a um conteúdo de biologia do ensino fundamental: relações ecológicas; nesse caso, o mutualismo. Basicamente, dos dois tipos de mutualismo encontrados na natureza entre diferentes espécies, podemos dizer que a relação inicial dos humanos com objetos era semelhante à protocooperação, onde a troca de interação não era obrigatória para a sobrevivência mas trazia facilidade às espécies. Posteriormente, a relação mudou para um estado de simbiose, que se refere à dependência permanente para a sobrevivência dos seres humanos no mundo atual. A diferença é que os objetos por si não são espécies e não dependem dos seres humanos para “viver”, apenas para serem criados (embora o texto atribua vida própria e voz à mesa e aos outros objetos). Portanto, nota-se que nossa relação com os objetos é de um nível ainda mais grave de dependência do que a simbiose da natureza, pois enquanto nós devemos nossa vida aos objetos, eles não ganham nada com nossa presença e, de certa forma, estão nos dominando com isso, exatamente como o texto (a mesa) afirma.



"A ficção como cesta: uma teoria" - Ursula K. Le Guin


  • Nova perspectiva sobre o primeiro objeto que possibilitou a sobrevivência e evolução da vida humana na Terra

  • Substituição da lança (violência) pelo recipiente (proteção)

  • A garrafa como herói → recipiente que armazena o alimento necessário para a sobrevivência dos humanos

  • História do Herói/Assassino → botulismo, violência, morte, lanças, homens

  • História vital → vida, colheita, romances, mulheres

  • Conflito como elemento mas não único propósito da narrativa



  • Interpretação:


Esse texto traz uma perspectiva feminina e feminista sobre as histórias que são contadas sobre o modo como os seres humanos sobreviveram e evoluíram em um mundo pré-histórico e hostil. Para sua subsistência, são sempre destacadas as caças a animais enormes, o que elevou a importância de lanças e armas para nossa evolução. No entanto, a autora pensa por outro lado e apresenta um objeto que, muitas vezes, sequer nos lembramos do quão importante era e ainda é em nossas vidas: os recipientes. Cestas, garrafas, potes, tudo aquilo capaz de armazenar e conservar alimentos para períodos frios, para manter o excesso de alimento limpo para consumo ao longo dos dias. Quando ela cita o recipiente como primeiro objeto cultural e o mais essencial para a evolução, parece algo óbvio, mas nos faz tomar conta de que não costumamos colocar algo tão simples em uma posição de tamanha importância. Ela discute que a razão disso está no modo como as histórias são contadas, colocando sempre o homem como o Herói que sai para caçar com sua lança, mas e então? Como e onde ele leva toda essa carne para sua família se alimentar por vários dias? O recipiente esteve ali o tempo todo e não teve seu devido reconhecimento, mas ele é reverenciado agora neste texto. A preferência por histórias épicas e emocionantes é criticada por Ursula, que põe o romance e a ficção científica como oposição aos contos heroicos, destacando também o papel feminino das histórias, que, assim como a cesta, passa despercebido mas é de extrema importância. Em analogia: a mulher é a cesta; o homem é a lança.

domingo, 12 de abril de 2026

COMPOSIÇÃO COM OBJETOS (SALA)

No dia 09/04, fizemos mais uma composição abstrata, mas agora apenas com objetos que tínhamos na bolsa e sem cola. Posicionando os objetos sobre uma folha A4 e fotografando de cima, criei duas composições e selecionei uma para postar no slide. Os objetos utilizados eram uma mistura de coisas pessoais minhas e de outros 3 colegas de turma, nos juntamos em um grupo e dividimos os materiais.


A primeira composição usei uma folha amarela e objetos nas cores roxo e rosa, mas depois não gostei muito de como as cores ficaram juntas, então fiz outra com menos. Usei objetos redondos e retos para criar formas e texturas diferentes.



Essas imagens são processo da composição final, onde comecei a selecionar objetos pretos e anéis e brincos para criar formas redondas. A maioria dos objetos são acessórios e itens de beleza, o que achei uma coincidência legal.


Por fim, essa foi minha composição final. A folha rosa deu destaque aos objetos, que eram todos pretos ou prateados. Os objetos são em maioria anéis, brincos, pulseiras e presilhas, que são objetos que eu geralmente tenho comigo. Depois de montar tudo, fiquei olhando e pensei em como os elementos eram basicamente acessórios do meu dia a dia e coisas que uma garota costuma ter na bolsa, como um blush pequeno, lápis de olho e fones bluetooth. Se eu tivesse que dar um nome a essa composição, seria algo referenciando o universo feminino, que me inspirou para juntar esses objetos e compor a imagem.

MEU ZINE

IMAGENS DO ZINE IMPRESSO:


  • Capa e contracapa do ZINE


  • Colagem 1 (A RUA)


  • Colagem 2 (GRELHA)

  • Colagem 3 (EQUIVALÊNCIA)


  • ZINE aberto


  • Composição abstrata (LADO B)


  • Vídeo folheando o ZINE


  • PDF de impressão do ZINE


EXPLICAÇÃO DAS COLAGENS:

  • Colagem 1:

O título "A RUA" aparece escrito de forma estilizada na primeira colagem, fazendo referência ao capítulo 9 da parte A do livro. A rua é o elemento central, contando com construções de diferentes tipos em cada um de seus lados. Ideias de outros capítulos da parte A "Domínio público" aparecem nos prédios e nas pessoas posicionadas nas calçadas, como os conceitos de público/privado, o domínio público, e a ocupação da rua como destaque. Há um contraste entre os prédios modernos e cinzentos do lado direito com as construções coloridas de herança colonial do lado esquerdo, que conversa com a presença de mais pessoas na calçada da esquerda, em contrapartida aos veículos do lado direito.

A intenção do contraste nas cores, estilo arquitetônico e pessoas é criticar a perda dessa ocupação do espaço público que é a rua, sendo que o lado direito representa melhor a realidade que temos nas cidades grandes. Hertzberger fala sobre incentivar a presença das pessoas na rua, algo que vem se perdendo, e que diminuiu ainda mais da publicação do livro até o período atual. As cores do lado esquerdo representam também a alegria e vida que a presença das pessoas dá às ruas.


  • Colagem 2:

A colagem 2 passa para a parte B do livro, "Criando espaço, deixando espaço", dando destaque ao capítulo "A GRELHA", palavra que aparece na colagem. A imagem base dos quarteirões é uma referência que Hertzberger cita em seu livro para exemplificar o conceito de grelha, localizada em Ensanche, Barcelona. Aqui, a ideia foi abrir uma passagem entre as quadras e preenchê-la com pessoas em festa, quebrando a impressão de monotonia que a grelha passa. Independente da organização aplicada, a população não perdeu a vida e a energia, simbolizada pelas imagens tiradas do Carnaval nas ruas do Brasil. Novamente, é retratada a ocupação das ruas, mas agora como modo de quebrar a padronização e limitação do capítulo em questão.

Também, a escolha de selecionar pessoas do Brasil para "ocupar" as ruas de Barcelona é uma forma de trazer os conceitos de Hertzberger para o contexto brasileiro, utilizando um feriado que tem como principal característica a ocupação e uso do espaço público sem limitações.

  • Colagem 3:


A terceira colagem referencia a parte C, "Forma convidativa", fechando uma sequência na qual cada colagem representa uma parte do livro. E para fechar o zine, esta fala especificamente do último capítulo, "EQUIVALÊNCIA". Com um prédio perfeitamente centralizado, em um ângulo que faz com que a quina passe exatamente pela dobra do zine, cada lado do edifício possui características diferentes, embora a estrutura seja a mesma. Ambos os lados são entradas de acesso ao prédio, e o conceito de equivalência é aplicado de modo que nenhum deles seja melhor que o outro.

Enquanto o lado direito possui janelas e porta coloridas (o que poderia fazer esse lado do prédio ser superior ao outro e instaurar uma hierarquia no edifício), o outro lado equilibra com a presença de um obelisco em frente ao prédio, criando um ambiente externo que conversa com a construção e destaca essa entrada.  Assim, os princípios de equivalência e simetria são mantidos e tornam o prédio equilibrado através de elementos distintos, tornando os lados diferentes mas sem uma relação de melhor/pior, exatamente como Hertzberger defende que deve ser feito. 


IMAGENS ORIGINAIS USADAS NO REMIX:


    


 




  

FICHAMENTO "LIÇÕES DE ARQUITETURA"

 "Lições de Arquitetura", de Herman Hertzberger


A- Domínio Público


  1. Influência dos usuários:

  • Grau de acesso (diferenciação territorial)

  • Demarcações territoriais (público/privado)

  • Organização da manutenção (zoneamento territorial)

  • Divisão das responsabilidades


- Resumo com exemplo: Um funcionário de um edifício comercial pode personalizar seu cantinho (mesa/escritório), desde que essa liberdade seja dada a ele. Esta deve ser transmitida pela arquitetura de forma explícita, não do tipo de chegar alguém e falar “você pode por uma plantinha aqui se quiser”. Essa liberdade do usuário de influenciar o espaço depende dos tópicos citados acima, como: se há uma área demarcada como dele, se ele tem acesso total à área, se ele sente que aquele espaço é de seu uso privado e não coletivo, se a organização é de responsabilidade dele. Quando esses requisitos são cumpridos, é natural que o usuário passe a influenciar na decoração do ambiente, e assim ele “evolui” para o nível de morador, criando uma relação próxima e afetiva com o edifício. Vale ressaltar que nem toda organização preza e permite essa liberdade, algumas empresas podem ser bem rígidas e padronizadas em seu interior.


2. Intervalo:

  • Transição entre áreas

  • Espaço intermediário entre a rua e o domínio privado

  • Elemento de hospitalidade na arquitetura

  • Exemplos: soleira, entrada coberta, meia-porta, alpendre


3. A rua

 - desvalorização da rua em função de: 

  • Aumento do tráfego motorizado

  • Incentivo ao individualismo + aumento da largura das ruas = diminuição do contato e dependência para com os vizinhos

  • Maior qualidade das casas = mais tempo em casa, menos na rua


- A rua deve ser projetada pelo arquiteto para ser um espaço comunitário, de convivência



B- Criando espaço, deixando espaço


  1. Interpretação:

  • A estrutura se mantém ao mesmo tempo em que se adapta para variadas situações e usos

  • Templos em Bali 🠒 ajustes temporários; usos diferentes da mesma construção ao longo do dia

  • Competência Desempenho

  • Competência: capacidade da forma de ser interpretada

  • Desempenho: modo pelo qual a forma foi interpretada em certa situação


  1. A estrutura:

  • Urdidura: espinha dorsal; estrutura coletiva; cria coerência

  • Trama: interpretações individuais; expressão pessoal

  • “O tema estrutural correto não restringe a liberdade, mas conduz à liberdade!”


  1. A grelha:

  • Organização de quadras padronizadas 🠒 distribuição de terras

  • Essa organização pode conduzir à opostos: monotonia ou variedade

  • Possibilidade de expansão de edifícios variados a cada quadra

  • Equilíbrio entre regulamentações e liberdade de escolha


  1. Polivalência:

  • Uso da flexibilidade para combater a rápida obsolescência dos “prédios funcionais”

  • Entendimento de que não há um estado permanente, o mundo está em fluxo constante e tudo é temporário

  • Polivalência: forma que sirva para vários usos sem ser alterada


- “O excesso pode ser tão ruim quanto a extrema limitação”

Conclusão: com a frase acima, conclui-se que a liberdade pessoal do usuário no uso do edifício é importante, porém seu excesso pode resultar em um espaço caótico e desarmônico. O equilíbrio e regulação dessa expressão é dada pelo formato de grelha e pela polivalência, que são técnicas aplicadas de forma medida pelo arquiteto. É função do arquiteto abrir espaço para a interpretação e expressão individual, tendo de incentivar o uso e a personalização do espaço, ao mesmo tempo em que mantém tudo equilibrado e dentro de certas regras e limites gerais.


C- Forma convidativa


  1. Lugar e articulação

  • Dimensões corretas: considerar a função do espaço para determinar seu tamanho, buscando comodidade e conforto

  • Fornecer o lugar: “Faça de cada coisa um lugar, faça de cada casa e de cada cidade uma porção de lugares, pois uma casa é uma cidade minúscula e uma cidade é uma casa enorme” - Aldo van Eyck, 1962

  • Articulação: a relação de um grupo com o espaço e entre si muda de acordo com a articulação do ambiente, podendo criar uma relação centralizada, individualizada ou coletiva


  1. Visão I

  • Equilíbrio entre visão e reclusão, abertura e separação

  • Uso de níveis, sacadas, elevações, etc., que criam certos graus de isolamento de áreas, mas não total

  • Responsabilidade da arquitetura sob as relações sociais que se darão no espaço projetado de acordo com a visão e posição de cada indivíduo em relação aos outros e ao seu entorno


  1. Visão II

  • “Trazer o mundo exterior para dentro”

  • Integração do interior com o exterior

  • Uso de janelas, aberturas de vidro, entrada de luz

  • Busca pela harmonia, participação e leveza no ambiente e nas relações


  1. Visão III

  • “Janela para o mundo”

  • Adequação ao tempo, estações e situações

  • Valorização de transparência, funcionalidade e detalhes estruturais

  • Busca por clareza e consciência do ambiente, dos elementos que o compõem e do porquê de cada um

  • Relação, harmonia e conexão entre as partes


  1. Equivalência

  • Simetria dos elementos e acessos ao edifício

  • Quebra da hierarquia de importância e desigualdade social

  • Importância e preferência são relativas à situação e ao indivíduo

  • Arquitetura convidativa


Conclusão: a forma convidativa da arquitetura se refere à participação do indivíduo com o espaço e com os outros indivíduos que circulam por ali, de modo que ambos possam se relacionar, se ver e, ao mesmo tempo, ter sua privacidade garantida. O equilíbrio é a palavra chave do capítulo, visando o conforto do usuário e a quebra da comodidade que o isolamento no espaço privado proporciona. A relação interpessoal é altamente valorizada e deve ser incentivada pela arquitetura, se opondo ao extremo individualismo que vem sendo incorporado na arquitetura contemporânea atual. A noção do que acontece ao seu redor não deve se perder por paredes que bloqueiam toda a visão externa.


PROJETO 1E - VIDRO FUMÊ

  Autocrítica: Eu comecei esse desenho com mais confiança que os anteriores, pois tenho pra mim que desenhar um objeto é mais fácil que uma ...