quinta-feira, 16 de abril de 2026
PROJETO 1E - VIDRO FUMÊ
quarta-feira, 15 de abril de 2026
FICHAMENTO "TEORIA DO NÃO-OBJETO"
"Teoria do Não-Objeto" - Ferreira Gullar
GLOSSÁRIO - NOVOS CONCEITOS
Objeto: objeto em si; coisa real.
Quase-objeto: representação de um objeto real; figurativo ou abstrato; ocupa um espaço determinado pela moldura/base; "de fora para dentro", buscando uma nova significação.
Não-objeto: não representa nada; aparecimento primeiro de uma forma; se apresenta ocupando o espaço; “irrompe de dentro para fora”.
MORTE DA PINTURAOs objetos começam a se dissolver em manchas; a pintura figurativa e a fidelidade ao mundo natural perdem valor e as pinturas começam a anunciar a abstração.
As obras de Monet se caracterizam por formas figurativas, mas não perfeitamente representadas através do realismo, mas sim com "manchas de cor". Essa pode ser considerada a primeira fase que anuncia a abstração, forma de arte que chegaria alguns anos depois.
O cubismo revela o andamento da arte até alcançar a abstração, pois os artistas passaram a se desvincular da condição natural dos objetos, transformando-os em formas geométricas e atribuindo uma nova natureza ao objeto de referência.
O NÃO-OBJETO
Não-objetos:
Broadway Boogie-Woogie (Mondrian)
Victory Boogie-Woogie (Mondrian)
Merzbau (Kurt Schwitters)
Blague (Marcel Duchamp)
Obras que apresentam afinidade:
Contra-relevo de Tatlin X Escultura de Pevsner
Quadro de Lygia Clark X Escultura de Amilcar de Castro
Características do não-objeto:
Ausência de moldura/base - "Quando o problema da representação é ultrapassado, a moldura e a base perdem a função" (pág.92)
Fora dos limites convencionais da arte - "Obras [...] que trazem essa necessidade de deslimite como a intenção fundamental de seu aparecimento" (pág.90)
Não representa nada, apenas se apresenta - "A obra aparece pela primeira vez livre de qualquer significação que não seja a de seu próprio aparecimento" (pág.90)
Convida à ação/interação - "O espectador é solicitado a usar o não-objeto. A mera contemplação não basta para revelar o sentido da obra – e o espectador passa da contemplação à ação" (pág.94)
O que NÃO É um não-objeto:
Obras de Mondrian, Malevitch e Kandinsky: embora sejam obras abstratas, as formas, linhas e cores substituem e fazem alusão a objetos reais. As representações podem ser metafóricas e não óbvias, mas a intenção de representação existiu pelo artista.
Qualquer obra sem moldura ou base: retirar esses elementos de uma obra figurativa/abstrata não a transforma em não-objeto, pois é necessário que a arte tenha sido criada sem o apoio desses elementos.
O que diferencia a arte abstrata do não-objeto: !!
A abstração é a representação de um objeto real; o não-objeto não representa nada.
A arte abstrata é confinada em uma moldura e, mesmo ao retirá-la, ainda não haveria comunicação da obra com o mundo exterior; o não-objeto não se confina e se comunica/integra ao espaço exterior.
O fundo da arte abstrata é metafórico; o do não-objeto é o espaço real, o mundo (o não-objeto transcende o espaço ao se inserir radicalmente nele).
segunda-feira, 13 de abril de 2026
FICHAMENTO "ANIMAÇÃO CULTURAL" + "A FICÇÃO COMO CESTA: UMA TEORIA'
"Animação Cultural" - Flusser, 1998
- Mesa redonda
- Objeto equilibrado- Permite posições equivalentes e equidistantes- Centralização de debates- Auto-denominada presidente do grupo revolucionário de objetos
- Declaração dos Direitos Objetivos: protesto contra o domínio dos humanos sobre os objetos
Superioridade da objetividade em relação à animalidade
+
Fenômenos animados → biologia, antropologia e ciências inexatas (manifestação da vontade de sustentar livros)
=
Objetos como animação programadora do comportamento humano
A humanidade vive em função dos objetos
“A nossa função, os objetos, é animar a humanidade, programá-la.” → função filantrópica dos objetos para com os seres humanos
Interpretação:
Os objetos foram criados pelos seres humanos para facilitar a vida, o que naturalmente indica uma subordinação destes diante dos humanos. No entanto, olhando para o período atual, cada vez mais as pessoas estão dependentes de seus objetos, subvertendo a relação inicial. Como exemplo, atualmente é quase impossível viver sem aparelhos que necessitam de energia elétrica, aparelhos celulares, etc., pois estes foram criados com propósito de facilitar questões de alimentação, conforto, comunicação, entre outras funções. Assim, no mundo pós revolução industrial, a relação humano X objeto se tornou essencial e indispensável para nossa sobrevivência.
Ao ler esse texto, fiz uma associação a um conteúdo de biologia do ensino fundamental: relações ecológicas; nesse caso, o mutualismo. Basicamente, dos dois tipos de mutualismo encontrados na natureza entre diferentes espécies, podemos dizer que a relação inicial dos humanos com objetos era semelhante à protocooperação, onde a troca de interação não era obrigatória para a sobrevivência mas trazia facilidade às espécies. Posteriormente, a relação mudou para um estado de simbiose, que se refere à dependência permanente para a sobrevivência dos seres humanos no mundo atual. A diferença é que os objetos por si não são espécies e não dependem dos seres humanos para “viver”, apenas para serem criados (embora o texto atribua vida própria e voz à mesa e aos outros objetos). Portanto, nota-se que nossa relação com os objetos é de um nível ainda mais grave de dependência do que a simbiose da natureza, pois enquanto nós devemos nossa vida aos objetos, eles não ganham nada com nossa presença e, de certa forma, estão nos dominando com isso, exatamente como o texto (a mesa) afirma.
"A ficção como cesta: uma teoria" - Ursula K. Le Guin
Nova perspectiva sobre o primeiro objeto que possibilitou a sobrevivência e evolução da vida humana na Terra
Substituição da lança (violência) pelo recipiente (proteção)
A garrafa como herói → recipiente que armazena o alimento necessário para a sobrevivência dos humanos
História do Herói/Assassino → botulismo, violência, morte, lanças, homens
História vital → vida, colheita, romances, mulheres
Conflito como elemento mas não único propósito da narrativa
Interpretação:
Esse texto traz uma perspectiva feminina e feminista sobre as histórias que são contadas sobre o modo como os seres humanos sobreviveram e evoluíram em um mundo pré-histórico e hostil. Para sua subsistência, são sempre destacadas as caças a animais enormes, o que elevou a importância de lanças e armas para nossa evolução. No entanto, a autora pensa por outro lado e apresenta um objeto que, muitas vezes, sequer nos lembramos do quão importante era e ainda é em nossas vidas: os recipientes. Cestas, garrafas, potes, tudo aquilo capaz de armazenar e conservar alimentos para períodos frios, para manter o excesso de alimento limpo para consumo ao longo dos dias. Quando ela cita o recipiente como primeiro objeto cultural e o mais essencial para a evolução, parece algo óbvio, mas nos faz tomar conta de que não costumamos colocar algo tão simples em uma posição de tamanha importância. Ela discute que a razão disso está no modo como as histórias são contadas, colocando sempre o homem como o Herói que sai para caçar com sua lança, mas e então? Como e onde ele leva toda essa carne para sua família se alimentar por vários dias? O recipiente esteve ali o tempo todo e não teve seu devido reconhecimento, mas ele é reverenciado agora neste texto. A preferência por histórias épicas e emocionantes é criticada por Ursula, que põe o romance e a ficção científica como oposição aos contos heroicos, destacando também o papel feminino das histórias, que, assim como a cesta, passa despercebido mas é de extrema importância. Em analogia: a mulher é a cesta; o homem é a lança.
domingo, 12 de abril de 2026
COMPOSIÇÃO COM OBJETOS (SALA)
No dia 09/04, fizemos mais uma composição abstrata, mas agora apenas com objetos que tínhamos na bolsa e sem cola. Posicionando os objetos sobre uma folha A4 e fotografando de cima, criei duas composições e selecionei uma para postar no slide. Os objetos utilizados eram uma mistura de coisas pessoais minhas e de outros 3 colegas de turma, nos juntamos em um grupo e dividimos os materiais.
A primeira composição usei uma folha amarela e objetos nas cores roxo e rosa, mas depois não gostei muito de como as cores ficaram juntas, então fiz outra com menos. Usei objetos redondos e retos para criar formas e texturas diferentes.
MEU ZINE
IMAGENS DO ZINE IMPRESSO:
- Capa e contracapa do ZINE
- Colagem 2 (GRELHA)
- Colagem 3 (EQUIVALÊNCIA)
- ZINE aberto
- Composição abstrata (LADO B)
- Vídeo folheando o ZINE
- PDF de impressão do ZINE
EXPLICAÇÃO DAS COLAGENS:
- Colagem 1:
- Colagem 2:
- Colagem 3:
IMAGENS ORIGINAIS USADAS NO REMIX:
FICHAMENTO "LIÇÕES DE ARQUITETURA"
"Lições de Arquitetura", de Herman Hertzberger
A- Domínio Público
Influência dos usuários:
Grau de acesso (diferenciação territorial)
Demarcações territoriais (público/privado)
Organização da manutenção (zoneamento territorial)
Divisão das responsabilidades
- Resumo com exemplo: Um funcionário de um edifício comercial pode personalizar seu cantinho (mesa/escritório), desde que essa liberdade seja dada a ele. Esta deve ser transmitida pela arquitetura de forma explícita, não do tipo de chegar alguém e falar “você pode por uma plantinha aqui se quiser”. Essa liberdade do usuário de influenciar o espaço depende dos tópicos citados acima, como: se há uma área demarcada como dele, se ele tem acesso total à área, se ele sente que aquele espaço é de seu uso privado e não coletivo, se a organização é de responsabilidade dele. Quando esses requisitos são cumpridos, é natural que o usuário passe a influenciar na decoração do ambiente, e assim ele “evolui” para o nível de morador, criando uma relação próxima e afetiva com o edifício. Vale ressaltar que nem toda organização preza e permite essa liberdade, algumas empresas podem ser bem rígidas e padronizadas em seu interior.
2. Intervalo:
Transição entre áreas
Espaço intermediário entre a rua e o domínio privado
Elemento de hospitalidade na arquitetura
Exemplos: soleira, entrada coberta, meia-porta, alpendre
3. A rua
- desvalorização da rua em função de:
Aumento do tráfego motorizado
Incentivo ao individualismo + aumento da largura das ruas = diminuição do contato e dependência para com os vizinhos
Maior qualidade das casas = mais tempo em casa, menos na rua
- A rua deve ser projetada pelo arquiteto para ser um espaço comunitário, de convivência
B- Criando espaço, deixando espaço
Interpretação:
A estrutura se mantém ao mesmo tempo em que se adapta para variadas situações e usos
Templos em Bali 🠒 ajustes temporários; usos diferentes da mesma construção ao longo do dia
Competência ≠ Desempenho
Competência: capacidade da forma de ser interpretada
Desempenho: modo pelo qual a forma foi interpretada em certa situação
A estrutura:
Urdidura: espinha dorsal; estrutura coletiva; cria coerência
Trama: interpretações individuais; expressão pessoal
“O tema estrutural correto não restringe a liberdade, mas conduz à liberdade!”
A grelha:
Organização de quadras padronizadas 🠒 distribuição de terras
Essa organização pode conduzir à opostos: monotonia ou variedade
Possibilidade de expansão de edifícios variados a cada quadra
Equilíbrio entre regulamentações e liberdade de escolha
Polivalência:
Uso da flexibilidade para combater a rápida obsolescência dos “prédios funcionais”
Entendimento de que não há um estado permanente, o mundo está em fluxo constante e tudo é temporário
Polivalência: forma que sirva para vários usos sem ser alterada
C- Forma convidativa
Lugar e articulação
Dimensões corretas: considerar a função do espaço para determinar seu tamanho, buscando comodidade e conforto
Fornecer o lugar: “Faça de cada coisa um lugar, faça de cada casa e de cada cidade uma porção de lugares, pois uma casa é uma cidade minúscula e uma cidade é uma casa enorme” - Aldo van Eyck, 1962
Articulação: a relação de um grupo com o espaço e entre si muda de acordo com a articulação do ambiente, podendo criar uma relação centralizada, individualizada ou coletiva
Visão I
Equilíbrio entre visão e reclusão, abertura e separação
Uso de níveis, sacadas, elevações, etc., que criam certos graus de isolamento de áreas, mas não total
Responsabilidade da arquitetura sob as relações sociais que se darão no espaço projetado de acordo com a visão e posição de cada indivíduo em relação aos outros e ao seu entorno
Visão II
“Trazer o mundo exterior para dentro”
Integração do interior com o exterior
Uso de janelas, aberturas de vidro, entrada de luz
Busca pela harmonia, participação e leveza no ambiente e nas relações
Visão III
“Janela para o mundo”
Adequação ao tempo, estações e situações
Valorização de transparência, funcionalidade e detalhes estruturais
Busca por clareza e consciência do ambiente, dos elementos que o compõem e do porquê de cada um
Relação, harmonia e conexão entre as partes
Equivalência
Simetria dos elementos e acessos ao edifício
Quebra da hierarquia de importância e desigualdade social
Importância e preferência são relativas à situação e ao indivíduo
Arquitetura convidativa
Conclusão: a forma convidativa da arquitetura se refere à participação do indivíduo com o espaço e com os outros indivíduos que circulam por ali, de modo que ambos possam se relacionar, se ver e, ao mesmo tempo, ter sua privacidade garantida. O equilíbrio é a palavra chave do capítulo, visando o conforto do usuário e a quebra da comodidade que o isolamento no espaço privado proporciona. A relação interpessoal é altamente valorizada e deve ser incentivada pela arquitetura, se opondo ao extremo individualismo que vem sendo incorporado na arquitetura contemporânea atual. A noção do que acontece ao seu redor não deve se perder por paredes que bloqueiam toda a visão externa.
PROJETO 1E - VIDRO FUMÊ
Autocrítica: Eu comecei esse desenho com mais confiança que os anteriores, pois tenho pra mim que desenhar um objeto é mais fácil que uma ...
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Olá :D me chamo Maria Rita, tenho 18 anos e sou de Contagem - MG. No ensino médio, fiz um curso técnico de Edificações no CEFET de BH, e, in...
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Representação da Escola de Arquitetura de acordo com minha memória. Desenho realizado na aula do dia 12/03/2026
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"Animação Cultural" - Flusser, 1998 Mesa redonda - Objeto equilibrado - Permite posições equivalentes e equidistantes - Centraliz...




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