quarta-feira, 18 de março de 2026

PRIMEIRAS IMPRESSÕES DE HERTZBERGER

Na aula do dia 16/03, realizamos a leitura do prefácio e da introdução das partes A, B e C do livro "Lições de Arquitetura" de Herman Hertzberger. Inicialmente, me chamou a atenção a visão sociológica e até mesmo filosófica do autor em relação à arquitetura e ao papel do arquiteto e urbanista na sociedade.

Quando, logo no início do prefácio, ele afirma que a obra de um arquiteto sempre deriva de algo previamente existente, de alguma inspiração que, ainda que oculta, está presente no processo criativo do autor, senti um certo alívio pois tenho uma certa insegurança sobre não ter criatividade e visão artística suficiente para ser uma boa arquiteta. No entanto, quando penso na frase "A fonte não foi nossa própria mente, mas a cultura a que pertencemos", torno a acreditar que devo sim ter capacidade de fazer um bom trabalho, claro que com esforço e exercício dessa visão e seleção do que absorver do mundo ao meu entorno para aplicar em meus futuros projetos. Gosto da forma do autor de pensar, também pela parte em que ele compara nosso cérebro com uma biblioteca, onde consultamos memórias e experiências de acordo com a demanda e problemas. Por conta disso, me senti inspirada a consumir mais conteúdo de outros arquitetos, coletar inspirações e preencher essa biblioteca de materiais para utilizar futuramente.

Posteriormente, Hertzberger disserta sobre individualismo e coletivismo, e de repente o livro parece totalmente voltado à sociologia, mas é possível compreender que é uma discussão relacionada com a arquitetura ainda assim. Quando ele volta a falar sobre o processo criativo do arquiteto, uma citação de J. -P. Sartre me chamou atenção: "O homem é aquilo que fazem dele, mas o importante é o que ele faz com o que fazem dele". Isso volta ao assunto de inspirações e referências, mostrando como pessoas com as mesmas experiências podem possuir diferentes interpretações e, com isso, um leque de possibilidades surge como resultado.

Por fim, na parte C, "Forma convidativa", o autor fala do inevitável impacto social que um arquiteto possui na sociedade. A profissão lida diretamente com as pessoas, então é um serviço que deve ser capaz de alinhar a necessidade das pessoas de acordo com o contexto de suas relações com o espaço a ser projetado. Essa é justamente a parte da arquitetura que me encanta e me trouxe a fazer o curso, então essa parte do livro foi, para mim, uma reafirmação de que nessa profissão estarei responsável por um equilíbrio entre funcionalidade, estética e acessibilidade à população.



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